Negociar contrato de aluguel é saída para inquilino ...

Modelo de carta de renegociação de aluguel comercial por conta do COVID19

Olá brasil. Minha mãe me pediu pra redigir uma carta de negociação do aluguel da loja dela. Pensei que poderia ser útil pra mais alguém. Sou bacharel em direito e escrevi sem muito juridiquês - embora o DNA da carta esteja amparado no Direito.
Enfim, caso queiram, segue o texto. Espero que seja útil.

Ao (proprietário/locadoimobiliária???),
Como se sabe, o estado de emergência declarado por conta da pandemia do Coronavírus teve impacto direto no funcionamento do comércio lojista. Este impacto é especialmente dramático nos casos do chamado “comércio de rua”, que depende diretamente do fluxo diário de pessoas. Este fluxo, ademais, compõe o próprio valor locatício do imóvel comercial, como mostra o bordão americano “location, location, location”.
O Coronavírus, surge, assim, como uma circunstância imprevista, alheia à ambas as partes, que afeta aspectos da locação que dizem respeito a obrigações do locador (atratividade do imóvel) e do locatário (capacidade de pagar o aluguel). É compreensível, neste contexto, que o locador não possa mais garantir o fluxo de pessoas no local. De igual modo, há que se compreender também a redução no fluxo de caixa do locatário, o que desvirtua o sentido econômico da locação.
Sou locatária proba e responsável. A manutenção desta relação é benéfica a ambos. Pago o aluguel em dia e já existe um bom entendimento formado a longos anos.
Sem exageros, vejo que a situação ainda deve demorar a normalizar. Apenas em XXXXXX é que será possível retomar as atividades como antes. As vendas online, de outro lado, não são uma alternativa para meu modelo de negócio que, friso, está imbricado à presença local.
Assim, venho abrir negociações sobre o valor e pagamento dos aluguéis durante este período excepcional. Certa de que encerrar a relação seria o pior para ambos, creio ser possível que cheguemos a um entendimento que possa se acomodar ao fato da suspensão involuntária de minhas atividades e ao fato de que estou impossibilitada de usar o imóvel. Creio que um desconto de 50% no valor dos próximos três aluguéis é medida razoável.
Aguardo resposta. Atenciosamente,
submitted by tcxavier to brasil [link] [comments]

Os 29 comentários mais downvotados do /r/brasilivre

Eu fiz um pouco diferente de como fiz no /brasil, dessa vez utilizei a API do pushshift para pegar os comentários. Converti o JSON para xlsx, removi algumas colunas desnecessárias e fiz o sort pelo excel (o sort da API não estava funcionando por algum motivo).
Depois salvei como csv, editei os links para o formato do markdown e então o csv foi convertido para uma tabulação em markdown.
A amostra é pequena para alguma conclusão, mas achei algo interessante, usuários com comentários muito downvotados caso tentem retrucar geralmente são downvotados de novo.
permalink author body score
Link natecaro Se o policial tivesse armado isso não aconteceria... não pera -51
Link DarknessMonk Esse cara é um cuzao de marca maior -50
Link DarknessMonk Nem vi, odeio esse cara e não vou dar ibope a ele -48
Link josedasjesus ela não entende o porque o estado intervém, não consegue entender o porque desta necessidade e nem mesmo parece entender o que é racismo, dentro de um contexto de 400 anos de opressão em que pessoas foram escolhidas pela cor para serem abusadas e roubadas, mas o mais triste é que uma pessoas que não parece entender quase nada se considera apta a emitir opiniões segurars que parecem estar embasadas em argumentos de grupos racistas que tentam inverter a lógica de 400 anos e se colocar como os mimimis oprimidos uma suposta elite preta que domina o planeta -47
Link ebaroni83 Nossa deve tá sobrando dinheiro lá então pra pintar calçadas. -45
Link ebaroni83 Tipo 99% dos Bolsominions que habitam esse sub. -44
Link Sidewayslsdandpillz Se ele fosse inocente não teria apagado as conversas, isso por si soh comprovaria a sua inocência. Eu tô achando legal esse house of cards da macacolandia. A batata desses caras tá assando cada vez mais. -42
Link MachoAlpha "Tá escrito bem grande ""até ta xx:xx"" to achando que vocês são bem retardadinhos. Vocês não tem vergonha de serem burros não ?" -40
Link ssantorini Que absurdo! 4% a mais de share, isso é um holocausto masculino. \n\nTêm uma vaga aí no grupo dos incels pra mim, na moralzinha?? -39
Link crownercorps So cometeu crime quando estuprou -38
Link leonardoteodoro O Moro e essa ala do MPF venceram praticando rasgando a lei. Agitam como criminosos. E isso não tem nada a ver com o PT. -38
Link danibx O acordo tá em negociações há 20 anos. E se aconteceu foi apesar dele, Bolsonaro teve contribuição zero para esse acordo. -36
Link leonardoteodoro As mensagem publicadas falam por si. A postura dele como magistrado foi criminosa. -36
Link GenilsonDosTrombone Depois de um post desses, é muita cara de pau vcs chamarem o pessoal do BrasildoB de maconheiro ... vcs claramente estão usando drogas muito mais pesadas -35
Link VetusMortis_Advertus Tipo falar que nao é fascista e ignorante e votar no bozo -35
Link Ins4ne_O Gado -34
Link raimundoneto Melhor um homem morto do que uma mulher assediada. -34
Link Beta_C_Mag_Fan Mais burro ainda é acreditar nessa estória retwitt por bots a parecer que foi escrita por Olavo de Carvalho -33
Link NoxNoctis4242 Não era o Boldonaro porque na época e ele era um deputado irrelevante de baixo clero e de um legenda de aluguel do Centrão. Estava ocupado fundando um clã político com os filhos. -33
Link vinicius89 Ainda bem que aqui é sem censura e posso dizer que vcs devem ser todos um retardados por continuarem acreditando nesses caras kkkkkkkkkkkkkk \n\nDeve ser muito difícil admitir que errou mesmo... Terapia deve ajudar -33
Link barraesse Ela não fala nada com nada, fala merda em todos os tópicos e quando a galera perde a paciência, diz que é perseguição -32
Link Beta_C_Mag_Fan Qual será o próximo jornal a publicar esta notícia? Jornaldacidadeonline? KKKKKKKKKKKKKKKK. Minions, parem que já ta cringe -32
Link ebaroni83 Realmente, aqui nesse sub desonestidade intelectual é o que não falta. -32
Link fcampos2015 Populismo eu passo.\n\nDeixar de investir em uma area X (cultura) para investir em outra (educação) só por clamor popular não me parece ser algo aceitavel.\n\nNão que eu ache que se deva investir em cultura, só que seria mais justo acabar com essa pauta de uma vez então. -32
Link GenilsonDosTrombone Que desgraça! O imbecil do Bolsonaro é obrigado por lei a se retratar da burrice que ele falou .... depois a anta bota a bosta dos minions dele pra ficar provocando pseudo-intriga e uns bosta dos lambe-cu ficam seletivamente indignados -32
Link Malek_of_the_Sarafan Porque? Teu Pt e PSOL estão fodendo tudo o tempo todo. Que tal parar de apoiar esquerda extrema, op filho da puta? -32
Link OperaRotas Não, é babaca mesmo -32
Link sec0hd Antagonista só com Outline -32
Link VyMajoris Professor tem mais é que se foder. Gastam metade do dia das crianças e no final elas não aprendem porra nenhuma e se aprendem, aprendem merda. -32
submitted by propinocracia to brasilivre [link] [comments]

Conflito de 2 herdeiros por terreno de posse

Um herdeiro quer ter posse legal do imóvel (ou seja, não pagar aluguel e não dividir o imóvel) e o outro herdeiro quer receber outras coisas do inventário para dar posse do imóvel para o primeiro herdeiro, como uma troca.
Um pouco de contexto, o primeiro herdeiro que quer posse, mora no imóvel há anos, enquanto que o segundo herdeiro nunca morou e não mora no imóvel. O imóvel também não entrou no inventário.
Quero entender quem têm posse do imóvel no momento, sem terem feito negociações nenhuma. O primeiro herdeiro que mora lá? Os dois herdeiros ficam 50/50? E se a posse for do primeiro, ele teria que pagar metade pro segundo herdeiro pela posse?
submitted by mariaclgoulart to ConselhosLegais [link] [comments]

STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 1)

Infelizmente, eu já vi que o sub de escritores brazucas não é lá muito populoso. Eu não sei se um dia alguém vai chegar a ler a introdução da minha narrativa, mas se você está aqui, lendo a minha nota pré-texto, eu peço humildemente o seu feedback. No meu círculo social, rigorosamente NINGUÉM tem tempo e paciência para ler tudo e me dizer o que achou - e eu entendo perfeitamente kkkkkk. E, se me permite um segundo pedido: se for me dar um toque, seja na gramática, seja na minha forma de decorrer a história, faça críticas construtivas, por favor.
E sobre a introdução: se um dia a minha história porventura se tornar um livro - e eu não faço nenhuma questão que isso aconteça - ele se iniciaria após todos os fatos que eu vou narrar abaixo - e estes fatos iriam se revelando no decorrer dos capítulos. Essa introdução tem o único e exclusivo objetivo de dar um entendimento melhor ao leitor atual - você! - sobre o "universo Steel Hearts": contexto histórico da trama, histórico das personagens, eventos que moldam a narrativa e afins. Em um eventual livro, essa introdução seria inexistente e ele se iniciaria no prólogo - o qual eu já escrevi e vou postar aqui também, ainda hoje ou amanhã. E até o momento atual, o prólogo é onde a minha história está empacada :{
Enfim, sem mais delongas: boa leitura! :)
[EDIT: Eu vou ter que dividir a introdução em duas partes, para conseguir postar - eu não sabia que o Reddit tinha um limite de caracteres. Eu vou postar a Parte 1 agora e a Parte 2 eu posto em alguns minutos, logo na sequência.]
Cronologicamente, a trama se inicia em 1412.
Dois jovens oficiais do Reino da Catalunha se perdem no interior de uma floresta de mata densa em uma patrulha rotineira e descobrem uma reserva imensa de ferro, cobre e bronze no interior de uma caverna - esta, batizada de Madriguera de Sán José. Todos estes citados, minérios primordiais para a construção de equipamentos de combate e, no auge da Idade Média, eram de extremo valor. Após apurações mais profundas, foi descoberto que a reserva era muito maior do que se imaginava e se estendia por todo um território, conhecido como Península de Acqualuza. Naturalmente, os olhos de toda a Europa Medieval se voltaram para as terras de Acqualuza, que era território da Catalunha - região onde atualmente se localiza a Espanha - por direito, comandada desde 1383 pelo rei Carlos Villar. O que antes era só mais um pedaço de terra passou a ser visto por Carlos Villar como um trunfo para instalar o seu reinado como a maior potência militar e econômica da Europa e, por tabela, do mundo.
Entretanto, alguns anos mais tarde, o rei da Catalunha foi assassinado por sua própria filha primogênita, Alice Azcabaz Villar, movida pela ganância e pelo poder. Após assumir o trono em 1414, Alice, sem nenhuma experiência como governanta em seus 19 anos recém-formados e se vendo incapaz de colocar ordem em um reino inteiro sozinha, firmou uma aliança com a família Winchestter, uma tradicional linhagem nobre da Inglaterra, que se instalou na Península de Acqualuza e passou a governar a mesma.
É importante ressaltar que Acqualuza não se resumia apenas a ferro, cobre e bronze. Existia um povo vivendo naquela região. Uma civilização. Pessoas que se instalaram naquele lugar por gerações, muito antes de descobrirem que a península, na verdade, era uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro". Os Winchestter foram protagonistas de um governo totalmente corrupto, que durou dois anos. Exportaram minérios, espadas, lanças, escudos, armaduras e afins da mais alta qualidade para os quatro cantos da Europa e enriqueceram de uma maneira rápida e efetiva. Mas, em contrapartida, o povo de Acqualuza vivia na miséria, na pior crise socioeconômica de sua história. A verdade é que a família Winchestter, juntamente de Alice Azcabaz, visavam somente os seus interesses pessoais. Enquanto a fortuna pessoal dos Winchestter decolava, a Península de Acqualuza entrava em rota de colisão, mergulhada na pobreza extrema. Os cidadãos acqualuzenses viravam quarteirões e quarteirões em filas intermináveis para a distribuição gratuita de pães velhos e mofados, para que não simplesmente morressem de fome. E por mais que a educação, saúde, segurança e desenvolvimento social da região fossem precários, o povo parecia anestesiado. Como se estivesse tão fraco e oprimido que sequer conseguisse levantar a voz para questionar os seus governantes.
Era nítido que o governo acqualuzense era instável, o que chamou a atenção dos ingleses. Talvez a maior potência econômica e militar da Europa no momento, a Inglaterra, conduzida por seu renomado exército imperial e pelo jovem e controverso rei Sabino III, estudava maneiras de depor o governo dos Winchestter e tomar as ricas terras de Acqualuza para si - o que soava como justo para os ingleses, afinal, os atuais governantes do território acqualuzense eram dos seus. A carta na manga dos ingleses era o povo de Acqualuza e as condições desumanas nas quais estes viviam. A estratégia, inicialmente, era enviar soldados ingleses travestidos de cidadãos acqualuzenses para o território dominado pelos Winchestter e forçar uma revolta contra o governo vigente. Os forasteiros organizaram tumultos, passeatas e até fizeram ameaças aos nobres, em uma tentativa de fazer o próprio povo fazer o trabalho sujo de derrubar os monarcas do poder por eles, evitando um ataque direto e um consequente e nefasto atrito entre Inglaterra e Catalunha, com quem mantinham uma cordial relação diplomática. Os cidadãos da península até esboçaram uma reação com os primeiros protestos, mas logo adormeceram novamente. Vendo o comodismo que o governo imoral da família Winchestter instalou nas terras de Acqualuza, Sabino III optou por uma solução mais radical: a criação da CAJA.
A CAJA nada mais era do que uma organização secreta, patrocinada pelo governo da Inglaterra e composta por militares do mais alto escalão do Exército Nobre Inglês e por assassinos de aluguel de elite. O objetivo? A princípio era, durante uma noite, impedir que os postes de lamparinas a óleo vegetal fossem acesos na Península de Acqualuza. E assim, na escuridão total, um pelotão seria responsável por invadir, saquear e depredar o castelo dos Winchestter e outro grupo realizaria a maior chacina já vista na Europa Medieval: estes invadiriam casas de cidadãos comuns e matariam a sangue frio qualquer ser vivo que encontrassem pela frente. E, como cereja do bolo, deixariam os corpos ensanguentados expostos nas ruas de Acqualuza para que todos os sobreviventes se deparassem com a tragédia ao nascer do sol. Um mar de sangue inocente que os ingleses julgavam como necessário: com a carnificina, a Inglaterra esperava que o traumático choque de realidade mostrasse ao povo acqualuzense de uma vez por todas que os Winchestter eram incapazes de proteger, tanto os cidadãos, quanto a eles próprios, e enfim compreender todas as consequências da péssima administração dos nobres ingleses em suas terras. A matança tinha data e hora para acontecer: 10 de Novembro de 1415, a partir das 18h30.
E neste contexto, somos apresentados a Constantin Saravåj Mandragora - ou simplesmente Saravåj. Nascido na Iugoslávia, na região dos Bálcãs e a 1200 km de Londres, era filho de uma família de camponeses extremamente pobre e sem perspectiva nenhuma de ter uma qualidade de vida minimamente digna. Todavia, desde os primórdios de sua vida, era uma criança criativa, inteligente e escandalosamente diferente das demais. Assim como seus pais e toda a Europa Medieval, acompanhava pelos jornais o drama do povo de Acqualuza, que ganhou notoriedade internacional. Lendo jornais de origem britânica, Saravåj aprendeu o inglês por conta própria. E foi por intermédio desses folhetos estrangeiros que o menino ficou sabendo da existência de Dúbravska. Um sábio monge acqualuzense que se isolou da civilização em meados de 1360 e passou a viver sozinho em cordilheiras, em um estado infinito de meditação. Era considerado pelos cidadãos de Acqualuza como o mais próximo de Deus que tinha-se na Terra - havia quem dissesse que ele tinha contato direto com o Todo-Poderoso. Quando ficou nítido que não existia nenhum panorama de melhora para o povo acqualuzense da situação de calamidade em que se encontravam, os mais importantes homens da Península de Acqualuza começaram a procurar por Dúbravska, na esperança de que este tivesse a fórmula perfeita para contornar todo sofrimento de seu povo. Quando contatado por meros cidadãos comuns, o monge afirmou que a Península de Acqualuza tinha um período de guerras incessantes pela frente, onde a paz seria impossível e seus governantes seriam seus maiores inimigos. E profetizou que, após o período de trevas, somente uma criança de coração puro e livre de maldade seria capaz de liderar um reinando que enfim devolveria a paz para Acqualuza. Algumas horas mais tarde, no pôr-do-sol, Dúbravska entregou sua alma para Deus e realizou a sua assunção aos céus, e nunca mais foi avisado por ninguém. Quando terminou a sua leitura, Saravåj sentiu um arrepio que correu todo o seu corpo e não teve dúvidas: era ele próprio a criança da profecia.
Alguns anos mais tarde, inconformado com a sua situação e de sua família e revoltado com a forma com a qual os nobres engoliam as classes inferiores, Saravåj foi para a Inglaterra incentivado por sua mãe em busca de mais oportunidades assim que se tornou um homem adulto, em uma árdua caminhada, onde cruzou a Europa em 25 dias até chegar em Cherbourg-Octeville, na Gália, de onde seguiu de balsa para a Inglaterra. Na terra da rainha, pela primeira vez na vida a sorte sorriu para ele - e em dose dupla: o garoto de até então 18 anos entrou e cresceu rapidamente no exército inglês e também apaixonou-se reciprocamente por Camilly Shaw, sem um pingo de dúvidas, uma das mulheres mais atraentes de todo o Reino da Inglaterra: o seu cabelo lembrava os radiantes raios solares, de tão loiro. Também era dona de claros olhos azuis cor-de-mar. A garota era membro e a natural herdeira de uma respeitada família de militares de elite. Pela primeira - e única - vez, Saravåj descobriu o amor. Saravåj filiou-se como peão ao Exército Nobre Inglês em 1413 e à CAJA em 1415. Sua mãe, em uma das cartas que mandava da Iugoslávia semanalmente para Saravåj, foi totalmente contra a ideia de saber que o seu próprio filho derramou o sangue de pessoas inculpadas e encorajou Saravåj a trilhar os seus caminhos longe do militarismo. Sugeriu que mudasse o seu foco para ler livros e adquirir conhecimento, como era o sonho dela. Saravåj sabia que era utopia. Prometeu para sua progenitora que seria a primeira e última vez. O garoto iugoslavo, idealizando o seu futuro com Camilly acima de qualquer coisa, tinha medo da ameaça que os Winchestter poderiam vir a se tornar um dia, sem conhecer o maquiavélico plano do governo inglês de usar a tirania dos Winchestter como justificativa para aumentar as suas riquezas com as terras de Acqualuza.
No dia 10 de Novembro daquele mesmo ano, Saravåj invadiu de surpresa na calada da noite o imenso castelo da família Winchestter, junto de colegas de esquadrão e de assassinos profissionais em uma noite que deveria ser de comemoração para os monarcas, com as suas típicas e corriqueiras festas regadas à música clássica e todo tipo de bebida alcoólica. No saldo final, o garoto, que sempre se destacou com espadas em punhos, assassinou Diógenes Dionisi, o próprio patriarca da família Winchestter. Foram incontáveis as baixas de membros dos Winchestter naquela madrugada. Do outro lado da moeda, o morticínio foi um sucesso: o nascer do sol foi acompanhado pelo choro de homens e mulheres abraçados com os ensanguentados corpos sem vida de seus entes queridos. O vermelho-sangue banhava todas as ruas de Acqualuza, em um cenário tão surreal que sequer parecia realidade. Esta noite ficou marcada por toda eternidade na história como "O Domingo Sangrento".
Com a morte de diversos membros da família Winchestter e com a desestabilização total dos mesmos, o povo de Acqualuza, enfim, despertou. Passeatas violentas que levavam como slogan a frase "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!" eram diárias na Península de Acqualuza. Zoey Deschamps, a viúva de Diógenes Dionisi, assumiu o mandato de seu ex-marido juntamente de Alice Azcabaz, em uma diarquia frágil e que sofria forte desaprovação do povo, em um período de seis meses que ficou conhecido como "Caveirão". A gota d'água foi o suicídio da rainha Alice Azcabaz, a própria pioneira da tomada de Acqualuza, que se enforcou após não suportar a pressão e as ameaças que vinham de seus próprios compatriotas. Com a morte de Alice, Zoey abdicou do trono, fazendo com que a Península de Acqualuza caísse em anarquia total.
Sem o exercício nenhum tipo de governo nas desejadas terras acqualuzenses, a Inglaterra tinha o cenário perfeito bem à sua frente. Contudo, optou por agir com cautela. Sabino III, sabendo que o povo de Acqualuza ficaria acuado e com um pé atrás após a péssima experiência com um governo gringo - e inglês - em suas terras, enviou seus mais competentes diplomatas para a Península de Acqualuza, na intenção de negociar a almejada anexação das terras de ferro, cobre e bronze com os representantes do povo acqualuzense, em um consenso bilateral, que fosse benéfico para ambos os lados, e pouco a pouco, foi colocando os seus oficiais dentro de Acqualuza, na esperança de criar raízes inglesas na península. Na teoria, a Península de Acqualuza se tornaria parte e dependente do Reino da Inglaterra em troca de estabilidade governamental. O povo sabia que eles precisavam de um rei e que a anarquia só iria levá-los ao fundo do fundo do poço. Não haviam muitas saídas que não fosse aceitar o acordo proposto por Sabino III.
Entretanto, havia uma maçã podre neste cesto que atendia por nome e sobrenome: Matiza Perrier. Um prepotente e irreverente gênio nato, inglês descendente de iugoslavos, membro do Exército Nobre da Inglaterra e que participou do saqueamento do castelo da família Winchestter ao lado de Constantin Saravåj no 10 de Novembro. Porém, paralelamente aos seus serviços prestados ao Reino da Inglaterra, Matiza liderava uma organização de interesses sombrios conhecida como Pasárgada. Os pasargadanos tinham um objetivo em comum com os imperiais ingleses: tomar as ricas terras da Península de Acqualuza para si. Mas utilizavam meios diferentes - e mais inteligentes - para isto. A Pasárgada era o grande ventríloquo por trás de cada atitude do reino inglês. Era quem mexia as peças no tabuleiro: manipulou o governo da Inglaterra para que este manipulasse os cidadãos acqualuzenses para que estes derrubassem os Winchestter do poder. No fim das contas, quem se beneficiaria da ausência de um rei na península e sentaria no trono seria Matiza Perrier - e ele tinha meios indefectíveis para isto. Tanto que, subitamente, como um raio que cai sem nenhum aviso prévio, as negociações entre a Inglaterra e o povo de Acqualuza pararam. Quando os nobres, oficiais e diplomatas ingleses se deram conta e olharam para o alto, só puderam assistir estáticos e de camarote a coroação de Matiza Perrier como rei de Acqualuza, que a partir daquele momento passou a ser um reino independente dos catalães, nomeado de "Pasárgada". Zoey Deschamps - agora noiva de Matiza Perrier - arquitetou por trás das cortinas as condições necessárias para que a Pasárgada atravessasse as negociações entre a Inglaterra e o povo acqualuzense e tomasse a península para si. Os cidadãos acreditaram com toda inocência do mundo que um governo novo e, acima de tudo, não-inglês, era o ideal para eles naquele momento.
Quando a notícia de que uma desconhecida oposição havia vencido a disputa pelo trono chegou aos ouvidos de Sabino III, ele ordeu a retirada imediata de todas as suas tropas das terras de Acqualuza. Muitos conseguiram fugir para regiões vizinhas - entre estes, Constantin Såravaj - mas muitos mais jamais puderam voltar para suas casas. No dia 10 de Julho de 1416, a Pasárgada assumiu oficialmente a Península de Acqualuza e o agora rei Matiza fez o seu primeiro discurso ao seu povo. O comandante da Pasárgada proferiu palavras bonitas e se mostrou um defensor ferrenho dos direitos humanos e da inclusão social das classes menos favorecidas, ganhando como recompensa uma salva de palmas ensurdecedora do povo e a simpatia dos mesmos. Mas contradisse-se quando ordenou que seus oficiais, de modo acaçapado, executassem sem dó nem piedade todo homem que tivesse um brasão inglês no peito nos limites de seu território. Saravåj assistiu imóvel muitos companheiros sendo brutalmente esquartejados durante o tumulto, mas foi bem-sucedido em sua fuga. Se instalou, assim como a grande maioria dos ingleses sobreviventes, na pequena vila camponesa de Balistres, pertencente ao Reino da Gália (onde atualmente se localiza a França) e que fazia fronteira direta com a Península de Acqualuza.
Em Balistres, Constantin Saravåj enfim pôde encontrar-se com sua amada após sua fracassada e última missão militar. Após uma longa conversa, Camilly convenceu Saravåj a deixar o Exército Nobre da Inglaterra e se instalar na vila de terras férteis de Balistres juntamente a ela. Muitos ex-oficiais ingleses seguiram o mesmo caminho e colocaram o seu uniforme imperial na gaveta para se dedicar a uma vida pacata em Balistres. Entretanto, o nobre guerreiro iugoslavo ainda se preocupava muito com o que acontecia em Acqualuza. Em seus pensamentos, sentia muito pelo povo daquele lugar. A Pasárgada era uma ameaça muito maior do que os Winchestter. Tanto para a Europa Medieval quanto aos seus próprios cidadãos. Seria uma mentira dizer que a qualidade de vida do povo da península não melhorou muito com o governo da Pasárgada. Mas a corrupção continuava - a diferença é que, desta vez, acontecia de uma maneira inteligente. O grande coringa de Matiza Perrier era o próprio governo anterior à Pasárgada: os pasargadanos não erradicaram a corrupção. Apenas a diminuíram. Ainda assim, muitos recursos que deveriam ser destinados ao povo acqualuzense eram usados visando somente os interesses pessoais de Matiza Perrier e de seus aliados mais próximos. Em uma comparação inevitável com o governo descaradamente ilícito dos Winchestter, a impressão era a de que Matiza estava tirando leite de pedra e levantando a Península de Acqualuza da lama. A astuta ideia era, além de roubar, alienar o povo. Sem instrução econômica, os acqualuzenses idolatravam Matiza, que aumentava a sua popularidade com seus periódicos discursos infestados de falso moralismo. No balanço geral, uma minoria do povo enriqueceu e a grande maioria apenas se tornou menos pobre. Uma sociedade cada vez mais segregada entre ricos e plebeus. Tudo ocorria da forma mais perfeita possível para que Matiza Perrier enfim começasse a colocar as suas peças no campo adversário para dar início a um temível império pasargadano.
Saravåj, um dos pivôs da agora extinta CAJA, até queria fazer algo para que o povo de Acqualuza abrisse os seus olhos mais uma vez. Mas era totalmente desencorajado por Camilly. A garota queria que Saravåj se concentrasse na vida a dois. Camilly afirmou que para ela, pouco importava passar os seus próximos setenta anos como mera camponesa. Que não reclamaria se comesse cenoura, couve e batata todos os dias. A única coisa que realmente importava era estar ao lado de Saravåj. Juntos, vivos e seguros. Os seus futuros filhos poderiam viver uma infância alegre, brincando no campo e longe das guerras e de toda crueldade do mundo, realidade rara na Era das Trevas da Idade Medieval. A imagem de uma família perfeita e unida, mesmo que ainda somente na imaginação e muito longe de ser concretizada, era linda. Sendo assim, tanto Sabino III quanto Constantin Saravåj desistiram das terras da Península de Acqualuza, reconhecendo finalmente, que agora estas mesmas eram de domínio da Pasárgada. A paz reinou em Balistres durante alguns meses. Saravåj e Camilly residiram felizes naquela vila e fizeram inúmeros planos para os próximos anos. As colheitas foram um sucesso. A segurança, estruturada por antigos e competentes soldados do escalão de elite do exército da Inglaterra, era impecável. As crianças tinham acesso à educação de qualidade, tanto militar quanto acadêmica. Após muito esforço de seus residentes, Balistres via em seu horizonte uma década próspera e abundante.
Até que, durante um pôr-do-sol, a Pasárgada, faminta por ampliar os seus domínios, invadiu o vilarejo gaulês. Constantin Saravåj e seus companheiros bem que tentaram defender as suas terras com unhas e dentes, mas em vasta desvantagem numérica, foram facilmente reprimidos. Por mais uma vez, a Pasárgada patrocinou um massacre. Muitas pessoas, leigos e militares, foram mortas. A maioria delas, jovens que partiram deste plano sem concretizar os seus sonhos. Nesse ínterim do ataque do reino de Matiza Perrier ao vilarejo de Balistres, Camilly Shaw feriu-se com gravidade. Após ter uma lança atravessada em seu peito, a garota começou a perder muito sangue. Os remanescentes que restaram da investida pasargadana transcorreram para a metrópole de Nice, uma das maiores cidades da Gália e uma das pouquíssimas que contavam com assistência médica especializada. Novamente, a Pasárgada venceu e incorporou a terra de Balistres aos seus territórios.
Em Nice, Camilly foi uma das primeiras a receber atendimento dos paramédicos. Após uma rápida e sucinta análise, o iátrico afirmou a Saravåj que a hemorragia de sua dulcinéia era um quadro clínico irreversível para a medicina da época. Camilly Shaw deveria ter, na melhor das hipóteses, algumas horas de vida. E como se não bastasse, o médico ainda constatou que a garota estava grávida há algumas semanas e teria o infeliz destino cruel de falecer juntamente de seu bebê. Foram as palavras mais duras que já entraram pelos ouvidos de Saravåj. O garoto sentiu que estavam arrancando-lhe brutalmente a parte mais importante de sua essência. Camilly era motivo pelo qual Constantin Saravåj realizou atrocidades pela CAJA. Pelo qual desistiu da carreira militar. E, acima de qualquer outra coisa, a garota era o motivo pelo qual Saravåj estava disposto a matar e a morrer, se fosse necessário. Durante a caminhada até Nice, Camilly fez com que Saravåj prometesse que, independentemente do que viesse a acontecer dali em diante, ele não iria derramar uma lágrima sequer. Nem por ela, nem por ninguém. Mas o garoto iugoslavo foi incapaz de cumprir a sua promessa quando soube que iria perder a mulher da sua vida e seu primeiro filho de uma só vez. "Se Camilly morrer, por que ou por quem eu tanto matei?", pensava Saravåj, entre lágrimas e soluços. Matrimônio. Sonhos. Planos. Tudo virou pó de um instante para o outro. Em pouco tempo, o garoto estaria sozinho no mundo. Soava injusto, mas já não havia tempo para prantos. Durante a trágica notícia, inúmeros mensageiros da Gália chegaram aos berros em Nice, gritando pelas ruas de maneira histérica para quem quisesse ouvir que a Pasárgada estava invadindo a Gália de modo feroz. As tropas da grande metrópole gaulesa precisavam se organizar para um provável combate e os cidadãos daquela localidade eram jogados à deriva, sendo obrigados a se refugiar como pudessem.
Por mais uma vez, os sobreviventes do morticínio de Balistres teriam que fugir de seus algozes. Até a metade do caminho, Saravåj levou Camilly em seus braços, com a estúpida esperança de que Deus, se de fato se fizesse existente, oniconsciente, bondoso, justo e misericordioso, operasse um famigerado milagre. Até que, nos arredores de Paris, tornou-se inviável continuar carregando uma mulher que havia recebido uma sentença de morte. A consciência de Camilly estava por um fio. Os braços de Saravåj já há muito eram humanamente incapazes de continuar carregando um corpo tão pesado. Os retirantes precisavam se apressar, afinal, eles não sabiam o quão rapidamente a Pasárgada estava avançando. Não havia mais como adiar a despedida.
O garoto, afastando-se do grupo de Balistres, encostou Camilly em uma grande figueira. O casal, na escuridão da noite, era iluminado somente pela luz da lua cheia. A garota, em um último e doce ato, colocou nas mãos de Saravåj um colar dourado, que continha um pequeno pingente em formato de coração. E feito isso, fechou os olhos. Aos poucos, a sua respiração pesada cessou. E, por fim, o seu coração deu a sua última batida - um último "eu te amo" à Constantin Saravåj. Após a morte de Camilly Shaw, que sequer teve a oportunidade de ter um velório digno, os que restaram do vilarejo de Balistres continuaram a sua jornada durante toda madrugada. E só pararam quando alcançaram a cidade de Baden-Wüttenberg no nascer do sol, já no território da Germânia (nos dias de hoje, a Alemanha). Em solo germânico, todos os ex-soldados do Exército Nobre Inglês, entre eles, um abalado Constantin Saravåj, fizeram uma última continência à bandeira da Inglaterra, se despediram e trilharam seus respectivos caminhos.
"Olha bem, mulher. Eu vou te ser sincero. Eu sabia que ia dar errado. Esse mundo está corrompido e a felicidade aqui não passa de uma utopia. Nós vamos ficar longe um do outro por um tempo, mas ainda vamos nos reencontrar. Eu não posso te prometer, mas eu juro que anseio por isso do fundo da minha alma"
Após este calamitoso ocorrido, Saravåj nunca mais foi o mesmo. Tornou-se uma pessoa amargurada. Cheio de ódio no coração, admitiu para si mesmo que a criança da profecia não passava de um delírio. Também se convenceu de que todo o amor que ele podia dar em vida terrena, ou qualquer sentimento positivo que fosse, foram para o túmulo juntamente de Camilly Shaw. O garoto iugoslavo passou a dedicar a sua vida a tecer um planejamento suficientemente perfeito para derrubar a Pasárgada - e em especial, Matiza Perrier - já que estes haviam tirado tudo o que ele tinha de mais importante. Suas terras. Seu povo. Seu filho. O grande amor de sua vida. Dizimar a Pasárgada. Concretizar a sua vingança. É para isso que Saravåj passou a viver. Afinal, tudo o que era lindo. Tudo o que era bom. Tudo o que era perfeito. A Pasárgada destruiu.
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O prazo da locação residencial e a retomada pelo locador

O prazo da locação residencial e a retomada pelo locador

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Você sabia que dependendo do tipo de prazo estipulado em um contrato de aluguel a sua forma de retomada muda? Esta é uma dúvida constante na criação do contrato e que merece uma atenção especial na hora da negociação.
É muito comum encontrar contratos feitos com um prazo de 30 (trinta) meses, e este prazo tem um motivo para ser definido desta forma, motivo este que vamos explicar melhor neste artigo. Iniciaremos este artigo com um ponto muito importante e que não é de conhecimento comum:

O locador pode solicitar o imóvel quando quiser?

Não! E aí está a grande questão. O locador não pode solicitar o seu imóvel antes do prazo da locação terminar sem ter uma denúncia cheia, ou seja, um motivo aceito pela legislação para que seja retomado o imóvel. Descreveremos os motivos aceitos mais adiante.
A legislação, baseada na Lei do Inquilinato, cita o seguinte:
"Durante o prazo estipulado para a duração do contrato, não poderá o locador reaver o imóvel alugado."
E este ponto é bastante desconhecido entre os locadores, que ao gerar um contrato acreditam que se não gostarem do inquilino poderão romper o contrato sem nenhuma penalização, o que não é verdade.

Mas afinal, qual é o melhor prazo para o contrato?

Para as imobiliárias e administradoras de imóveis, o melhor prazo costuma ser de trinta meses, e muitos inquilinos (e até proprietários) não entendem o porque deste número. Mas porque é tão utilizado?
Vamos começar a explicação citando a Lei do Inquilinato(Lei 8.245/91) em seu artigo 46:
"Nas locações ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a resolução do contrato ocorrerá findo o prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso."
e em seu segundo parágrafo:
"Ocorrendo a prorrogação, o locador poderá denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para desocupação."
Desta forma chega-se à conclusão que no final da locação, ou seja, decorridos os 30 meses de aluguel, o locador poderá solicitar o seu imóvel de volta, sem precisar apresentar uma justificativa. Sendo esta a forma mais fácil de se retomar o imóvel.

Posso fazer um contrato com menos de 30 meses?

Sim! A legislação não obriga a criação com prazos superiores à 30 (trinta) meses, somente impõe condições para a sua retomada. Assim, você pode sim gerar um contrato com um prazo inferior.
A mesma Lei do Inquilinato cita sobre as locações com prazo prazo inferior à 30 (trinta) meses:
"Quando ajustada verbalmente ou por escrito e com prazo inferior a trinta meses, findo o prazo estabelecido, a locação prorroga-se automaticamente, por prazo indeterminado, somente podendo ser retomado o imóvel se a vigência ininterrupta da locação ultrapassar cinco anos."
Desta forma percebe-se que a questão do prazo serve para favorecer o inquilino. Isto porque a legislação entende que o locador utilizará como uma fonte de renda, enquanto o inquilino utilizará o imóvel para sua moradia.

A rescisão pelo inquilino

Muitas negociações entram em conflito com esta questão do prazo, pois o locador tende a preferir o prazo de 30 (trinta) meses e o locatário geralmente solicita um prazo menor, pois teme a multa rescisória em caso de necessidade de mudança de local.
Então, como fazer para que se tenha um contrato de 30 (trinta) meses, que é mais favorável para o locador, mas com uma multa de rescisão menor caso o locatário necessite sair do imóvel antes do seu término?
Pode-se alterar a cláusula de rescisão, impondo que a condição da multa à ser paga só ocorrerá se o contrato for rompido antes de em um determinado, como por exemplo 12 (doze) meses. Assim o contrato terá 30 meses de duração, favorecendo o locador, e a multa só será paga se o inquilino romper antes de 12 meses, o que seria um meio termo entre as partes.
Citamos esta situação em nosso artigo: O prazo de 30 meses em uma locação e sua rescisão.

E quando o locador pode solicitar antes do prazo?


O locador, como citado no inicio deste artigo, somente poderá solicitar o seu imóvel de volta antes do prazo mediante apresentação de uma justificativa ou se ocorrer infração contratual por parte do locatário.
A locação poderá ser desfeita se ocorrer:
• mútuo acordo;
• decorrência da prática de infração legal ou contratual;
• decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos;
• para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público, que não possam
• em decorrência de extinção do contrato de trabalho, se a ocupação do imóvel pelo locatário relacionada com o seu emprego;
• se for pedido para uso próprio, de seu cônjuge ou companheiro, ou para uso residencial de ascendente ou descendente que não disponha, assim como seu cônjuge ou companheiro, de imóvel residencial próprio;
• se for pedido para demolição e edificação licenciada ou para a realização de obras aprovadas pelo Poder Público, que aumentem a área construída, em, no mínimo, vinte por cento ou, se o imóvel for destinado a exploração de hotel ou pensão, em cinqüenta por cento;
• se a vigência ininterrupta da locação ultrapassar cinco anos.

Conclusão

A legislação não obriga um prazo para a locação, podendo ser acordada entre as partes o prazo que melhor convir. Mas, os direitos e obrigações são diferentes dependendo do prazo escolhido.
Em contratos com 30 (trinta) meses o locador poderá retomar o seu imóvel no término do prazo sem necessitar de uma justificativa.
Já em contratos com prazo inferior à 30 (trinta) meses o locador só poderá retomar o seu imóvel sem justificativa depois de 5 (cinco) anos. Mas em todos os casos, se o locador tiver uma justificativa poderá retomar o imóvel quando necessitar.
Já o locatário deve se preocupar com a multa rescisória, pois ele pode solicitar o rompimento do contrato quando bem entender, mas na maioria dos casos será cobrado uma multa se isso ocorrer.
Mais artigos sobre o tema podem ser encontrados no link Artigos sobre contratos

Artigo originalmente publicado em 99Contratos, site especializado em criação de contratos personalizados.
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Juntar milhas aéreas mesmo com alta do dólar continua sendo uma prática entre os brasileiros

Juntar milhas aéreas mesmo com alta do dólar continua sendo uma prática entre os brasileiros

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Mais benefícios ao juntar milhas aéreas. Segundo o Banco Central, em 2017, o número de pontos expirados diminuiu 32%. Comparado ao ano anterior, o estoque do programa de fidelidade aumentou 13%, apesar do aumento do dólar. Com a possibilidade de muitos benefícios, mais pessoas começaram a acumular milhas aéreas.

Atenção para as vantagens

O preço médio, em dólares, é de R $ 3,19. Em alguns cartões, US $ 1 gasto equivale a uma milha aérea. Como resultado, quando um banco dos EUA é avaliado, menos pontos se acumulam. Com a escolha de produtos e serviços, as pessoas começaram a se perguntar como as pessoas à disposição sem gastar dinheiro.
Os cartões de crédito intermediários e premium investiram na oferta de benefícios aos clientes, o que atraiu a atenção de muitos proprietários de residências. Os pontos podem ser restaurados para reservas de companhias aéreas, reservas de hotéis, aluguel de carros ou a compra de produtos e serviços de empresas relacionadas.
Para aqueles que procuram voos internacionais, o valor da taxa de câmbio alta não é muito alto porque o preço da moeda não é alterado devido às suas impressões. Por exemplo, quando os preços são convertidos em americanos e estrangeiros.

Vender milhas Aereas

Uma das opções a utilizar é o lucro médio e os fundos adicionais. Muitas pessoas não sabem disso, mas quando usam um cartão de crédito, acumulam pontos todos os dias. Esta é uma das razões pelas quais o volume de quilômetros não é coberto por uma perda de dinheiro. Quase 200 bilhões de pontos foram perdidos em 2017. Nesse sentido, a EloMillas, empresa especializada na compra de empréstimos aéreos, oferece aos brasileiros a oportunidade de desfrutar. Faça uma cotação em nosso site e receba o pagamento antecipado!
Elomilhas é a opção mais segura quando se trata de comprar milhas ou vender milhas. Sua simplicidade ao comprar milhas, aliada à transparência nas negociações, reforçada pelos pagamentos antecipados, proporciona segurança aos seus parceiros. Elomilhas usa redes sociais, bate-papo por telefone e e-mail para se comunicar com os clientes.
Compra e venda de milhas faça agora sua cotação na Elomilhas!!
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Funcionalidades Multiplus para aumentar seus pontos

Funcionalidades Multiplus para aumentar seus pontos

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Muitas pessoas viajam com frequência, mesmo que não saibam que precisam acumular milhas aéreas, elas precisam ser transferidas. Em outras palavras, além de viajar muito, você precisa salvar as milhas em sua conta para um programa de fidelidade específico. Desta forma você tem muitos benefícios para obter a melhor experiência!

Registre suas milhas aéreas

Antes de considerar o registro, é importante fazer parte de pelo menos um programa de fidelidade associado a uma companhia aérea. No Brasil, temos quatro pessoas trabalhando dessa maneira. GOL, com o programa Smiles; Azul, com o TudoAzul; Avianca, com o amigo; e finalmente a LATAM com a LATAM Fidelidade trabalhando com a Rede Multiplus. Em outras palavras, os pontos de multiplicação correspondem automaticamente às milhas.

Encontre e avalie qual programa oferece o maior número de benefícios com base na sua solicitação. A concentração de seções roubadas em uma única empresa é uma pista para acelerar o acúmulo de milhas.

Para rastrear milhas, você deve considerar seu número de usuário para contas de programa vinculadas. No momento da compra ou registro, você deve fornecer esse número para se registrar. Em alguns casos, no entanto, também é possível simplesmente enviar com o CPF.

Milhas aéreas retroativas

Você sempre usou viagens nacionais e internacionais, mas não foi vinculado a um programa? Talvez haja uma solução!

Milhas adicionais podem ser solicitadas de acordo com o prazo estabelecido pelas companhias aéreas. Se você nunca moveu milhas, primeiro crie uma conta para começar a coletar. Em seguida, basta procurar o atendimento ao cliente e informá-lo sobre o voo.

Troca ou venda de milhas aéreas?

As milhas aéreas podem ser usadas para comprar produtos e serviços. Existem muitas possibilidades, desde a compra de equipamentos, utensílios e roupas até o aluguel de carros e apartamentos.

Mas se você quiser vender milhas, você obtém um valor maior. Negociações com certas empresas do setor, como a EloMilhas, tendem a ser mais benéficas para o cliente. Isso ocorre quando o número de pontos vendidos excede o preço de um produto ou serviço quando o mesmo número de milhas é negociado. Este caso não é uma regra, mas é muito comum entre milhares de pessoas.

Para saber quanto você ganha com suas milhas aéreas, faça uma oferta em nosso site. Em menos de um minuto, você receberá um email. De forma confortável e segura, garantimos o sucesso da sua transação e o pagamento antecipado. Então não deixe seu dinheiro!
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O Sessão de Aluguel foi criado com o intuito de falar sobre filmes e séries de uma maneira mais intimista, de amigo pra amigo. Onde eu recomendo o que eu ten... Neste vídeo eu conto sobre nossa negociação de contrato de aluguel e os principais documentos que precisa. As negociações de valores de aluguel ocorrem em dois momentos: no início da locação e na renovação do contrato. Se você estiver em um desses dois momentos, aproveite! Coronavírus (Covid-19), impacto nas relações Imobiliárias (Contrato de locação comercial, empresarial, não comercial e residêncial), gera fundamento para uma... Palestrante: José Carlos de Lucca Junior Bacharel em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Seguros e Previdência Privada, com mais de 12 anos de experiência no mercado segurador.

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